”…consolar sempre.”

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Dando continuidade a intervenção realizada no ano de 2014,e agora com o apoio daqueles que foram abraçados no ano anterior,agora retribuindo essa ação, o movimento do ”Abraço Grátis” no vestibular do Centro Universitário do ES-UNESC tomou grandes proporções e repercussão no dia 22 de Novembro de 2015. Além da intervenção foi divulgado nas redes sociais o pedido de garrafas d’água para posteriormente doar para a população colatinense,diante do quadro instalado por conta do rompimento da barragem no estado de Minas Gerais e poluição das águas do Rio Doce.

Com um número menor de candidatos e maior de participantes no movimento de acolhimento aos candidatos do vestibular de Medicina para ingresso em 2016,foi possível perceber uma adesividade maior à ação,bem como uma menor intervenção pejorativa dos veteranos que não estavam na ação para com os candidatos.

Dentre os inúmeros relatos,alguns foram marcantes para os integrantes do movimento:

”Foi uma experiência muito boa. Foi possível perceber a satisfação de quem recebeu o abraço grátis.” ( Letícia Dalvi,acadêmica do 4º período de Medicina)

”Sempre muito bom poder transmitir paz às pessoas. Que possamos viver isso! ” ( Raney Matos,acadêmico de Medicina do 8º período)

”Atos simples, que aliviaram muitos.” (Samira Moura,acadêmica de Medicina do 8º período)

” Antes mesmo de realiza a abordagem, já captava no olhar dos candidatos a necessidade que eles tinham de ser confortados. Esse ano, não sei se pelo fato de minha timidez estar reduzida,ou o fato dos candidatos estarem mais receptivos,a intervenção produziu um resultado mais amplo. Somado a isso,a preparação que antecedeu a ação esse ano,pude orar mais e pedir que Deus abençoasse aquele tempo,e que  sua paz fosse transmitida.Após essa ”quebra do gelo” através do abraço,dividiam suas angústias e compartilhavam a vontade de estudarem ali, pelo fato de nos considerar como âncoras em suas vidas.” ( Isabela Marques,acadêmica de Medicina do 4º período)

O momento de maior relevância para a ação foi a chegada de uma vestibulanda do estado de Minas Gerais minutos após o fechamento dos portões. Uma das acadêmicas que vivenciou ao lado da candidata,relata o acontecido:

”As 9:05,percebi uma movimentação na entrada do Bloco B,local de realização das provas,justamente um pouco a frente de onde a equipe do ”Abraço” estava. Quando olhei me deparei com uma menina de São José do Divino que estava chorando muito. Então me aproximei com mais dois acadêmicos que faziam parte da intervenção,e perguntamos o que estava acontecendo,e ela falou que os portões já estavam fechados e que havia perdido o caminho para Colatina. Ela chorava muito e queria entrar na prova. Diante disso os pais dos demais alunos e os próprios acadêmicos da instituição começaram a levantar a voz gritando,pedindo que os portões fossem abertos pra ela. Um dos diretores acadêmicos,veio até perto de onde ela estava,o que até despertou a possibilidade de que ela fosse levada até o local de prova. Ela foi tirando os pertences que não eram permitidos,porém quando ele chegou e se pronunciou,disse que não seria possível a mudança das regras,o portão estava fechado e a candidata não poderia entrar. Naquele momento aquela menina viu o seu sonho sendo perdido( pagou a inscrição,teve despesas com o deslocamento), estava realmente decepcionada. Nós enquanto agentes de solidariedade, permanecemos ali em prol da atenção que ela demandava: com palavras de apoio,falando que Deus sabia o que era melhor,e que ela aguardava outros resultados,e quem sabe esses não seriam positivos para ela. Ficamos em torno de 20 minutos ao lado dela,com esse intuito de confortar e apoiar.” ( Pâmela Dias,acadêmica de Medicina do 10º período)

Editais precisam ser seguidos, não havia como permitir a entrada daquela estudante,pois se fosse aberta essa exceção,todas as outras situações que ocorreram ou fossem ocorrer teriam que ser liberadas para que o candidato pudesse entrar. Mas nós enquanto Liga de Humanidades, utilizando a celebre frase de Hipócrates: ”Curar quando possível; aliviar quando necessário; consolar sempre.” Utilizamos o consolar sempre, naquilo que estava ao nosso alcance: um abraço,palavras de conforto. Mas fica a sensação de impotência,pois mesmo com essas atitudes a situação não estaria resolvida,no sentido de que ela realizasse a prova naquele dia. Porém,de alguma maneira uma semente de solidariedade foi plantada,e de alguma maneira fomos como a família acalentando seus filhos.

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